Quando você negocia um emprego, o número combinado costuma ser o salário bruto — o valor cheio, antes de qualquer desconto. Mas o que realmente cai na conta é o salário líquido: o bruto menos os descontos obrigatórios e eventuais descontos da folha.
Qual a diferença entre bruto e líquido?
O bruto é o total do contrato. Dele saem, obrigatoriamente, a contribuição ao INSS e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Podem entrar ainda descontos como vale-transporte, plano de saúde e adiantamentos. O que sobra é o líquido.
Os descontos obrigatórios
- INSS: contribuição à Previdência, calculada de forma progressiva por faixas (de 7,5% a 14% em 2026), até um teto. Veja o passo a passo no guia de como calcular o INSS.
- IRRF: imposto sobre a renda, retido direto na folha. Em 2026, quem ganha até R$ 5.000 por mês ficou isento de Imposto de Renda.
Exemplo prático
Para um salário bruto de R$ 4.000 sem dependentes, o INSS fica em torno de R$ 369. Como o salário é menor que R$ 5.000, não há Imposto de Renda em 2026 — então o líquido fica próximo de R$ 3.631, descontados apenas o INSS e eventuais descontos da folha.
Como calcular sem errar
Os valores mudam a cada ano (tabelas do INSS e do IR) e dependem de dependentes e outros descontos. Em vez de fazer conta na mão, use a calculadora de salário líquido: informe o bruto, os dependentes e os outros descontos, e ela aplica as tabelas de 2026 automaticamente. Para planejar o ano todo, simule também o 13º salário e as férias.